Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa,
independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã. Então, rã pulou para o seu colo e disse:
- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas e minhas cuecas, limparias nosso castelo, cuidarias para que eu nunca me aborrecesse com nada, criarias os nossos filhos, cuidarias da nossa saúde e viveríamos felizes para sempre...
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: Nem Fudendo!
Luis Fernando Veríssimo
3 comentários:
Perguntinhas coimbrãs:
Qual o motivo das princesas sempre acabarem cedendo aos encantos (sic) dos sapos?
Toda princesinha é bem resolvida mesmo?
HAHAHAHA! Acho que todos nós, homens e mulheres, somos mal-resolvidos. Mas acho que não se trata de ser bem ou mal resolvido. Acho que esse texto se refere ao machismo que existe dentro dos casamentos, onde o homem quer que a mulher seja a sua mãe e não a sua companheira. Toda hora eu tenho que ficar lembrando ao meu marido que eu não sou a mãe dele.
Ah...tava me esquecendo da primeira questão. Pois é...porque será que sempre cedemos aos encantos brejeiros dos sapos? Talvez porque é o melhor que a gente achou?
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