“Com todo o perdão da palavra, eu sou um mistério pra mim. E eu suponho que me entender não seja uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato. E nem eu me entendo, pois sou infinitamente maior que eu mesma, eu não me alcanço. Mas eu fui obrigada a me respeitar, pelo fato de não me entender. Qual palavra me representa? Uma coisa eu sei: eu não sou o meu nome. Meu nome pertence aos que me chamam.”
–Clarice Lispector
Adoro esse trecho escrito pela Clarice Lispector. Explica tudo o que ninguém conseguiu explicar a respeito da alma feminina.
Recentemente, lí na Revista Época que uma pesquisadora chamada Meredith Chivers descobriu coisas interessantes a respeito das mulheres:
"Que as mulheres respondem a uma gama bem maior de estímulos do que havia sido demonstrado até então. Acreditava-se que a orientação sexual era determinante do que podia excitar a mulher. Ou seja, que as lésbicas ficariam excitadas apenas ao ver cenas de sexo entre duas mulheres e mulheres heterossexuais apenas com cenas de sexo entre um homem e uma mulher. Minha pesquisa mostrou que isso é verdade para os homens, mas não para as mulheres. As mulheres ficam fisicamente excitadas ao ver sexo entre seres de qualquer gênero. Também quis testar a excitação feminina por sexo entre não-humanos, por isso usei o filme com bonobos. Elas ficaram fisicamente excitadas, mas não declararam se sentir dessa forma.
Uma mulher heterossexual me escreveu contando como estava feliz de saber que era normal ficar com a vagina lubrificada ao ver duas mulheres juntas. Ela não precisava mais achar que tinha problemas com sua sexualidade. Parece ser muito típica da mulher essa preocupação. Mulheres lésbicas também estranham que outras lésbicas gostem de ver vídeos pornográficos com homens gays. Essa informação é bastante útil para a mulher normalizar suas experiências sexuais. Ter essa desconexão entre a resposta física e a mental é perfeitamente normal. Ficar fisicamente excitada por uma gama de coisas e não sentir desejo por elas também é."
Vai entender. Nem eu sabia que éramos tão complexas assim.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
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