Pense bem. A água só é boa quando é pura. Não tem cheiro, não tem gosto. Ela não aparece. Não impõe um gosto, não impõe um cheiro, não impõe uma cor. A água é humilde por natureza. Suas características são minimalistas. Vem pra abastecer, pra saciar a sede, pra gerar vida.
O que mais me impressiona é que a água não tem forma. Ela toma a forma do objeto onde é despejada. Ela se molda, se adequa ao recipiente. A água também pode ser turbulenta, como uma correnteza...só que isso vai depender de como é a geografia em volta dela. Por exemplo, o leito do rio onde estará a água, do que é feito? E as rochas, que formarão quedas d'águas e enormes cachoeiras? Dependendo da altura, esse rio será turbulento... ou não. Sendo assim, a água é algo completamente moldável, que imediatamente se encaixa em qualquer cenário e se comporta como o cenário espera que ela se comporte.
Pois bem. Assim também é o amor. Ele não tem forma. Quando ele encontra um recipiente, ele se molda a esse recipiente, ocupando todos os espaços possíveis. Por isso não pode existir um amor que seja "socialmente e politicamente correto" nem uma "forma correta" de se amar. Não se explica porque amamos determinada pessoa de tal maneira. O que acontece é que a água encontrou espaço pra ser despejada em um determinado recipiente. Essa é a resposta certa. Simplesmente o amor vem, se acomoda e fica lá... inundando, enxarcando e transbordando de felicidade.
Se o amor é assim, isso me faz dar um passo além e pensar que Deus também é assim. Que delícia pensar nesse Deus dessa forma. Ele pode ser tanto uma poça d'água suja quanto uma magnífica cachoeira selvagem de águas indomáveis. É...mas isso depende do recipiente.
Um comentário:
Nossa!É isso mesmo...bem pensado e escrito! O amor é com a água, belíssima comparação! Adorei!!!
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